terça-feira, 3 de julho de 2007

Design e marketing são aliados, não inimigos


A marca da empresa é um bem único e deve ser tratado como investimento pela equipe de marketing, que conta com a competência de um bom designer que participe dos processos de decisão e compartilha resultados.

O marketing atual não se contém mais nos 4 Ps (produto, preço, praça e promoção), pois ele se tornou algo intangível, complexo de se mensurar. Está dificil agradar consumidores cada vez mais ativos e vorazes por produtos que possuam uma “identidade” e que os complete.

O designer (especialmente o gráfico) tomou conhecimentos do marketing, não com pretensão de usurpar o mercado da categoria, mas porque constatou que, em muitos conceitos do marketing, reside a nova função do designer: a de criar pensando no consumidor.

Também está na mão dos designers o poder de avaliar as necessidades do cliente, analisar o que o seu público quer e, com base nestas informações, criar não apenas seguindo preceitos da estética da forma, mas através do tão conhecido valor de marca.

É fato que o marketeiro (ou profissional de marketing) sabe analisar o mercado, sabe obter dados como ninguém, mas o problema reside exatamente neste ponto. Ele possui os dados, elabora as estratégias de marketing, mas não passa essas informações para o designer.

Estratégias de marketing que envolvem a identidade da empresa como um todo, devem - ou deveriam - envolver também o designer, pois este está ciente dos conceitos da empresa, do valor que a marca possui ou quer atingir, e apenas o designer - friso isso - possui conhecimentos estético-funcionais para opinar sobre o que pode ser feito ou não. Ou, no mínimo, deveria ter.

Não é pretensão do designer querer compartilhar esses conhecimentos, é preocupação com uma série de valores que ele utilizou na hora de desenvolver o seu trabalho. Isso porque o design não se situa abaixo do marketing, fica ao lado, trabalha junto, com o mesmo objetivo, partilhando prós e contras de suas ações.

De nada adianta contratar um designer para fazer apenas a “logomarca” da empresa, vendo que uma marca criada pra hoje é custo e não trará retorno. Ao contrário de uma marca projetada para o amanhã, que se torna investimento e trará retorno.

Além destes pontos de vista, todos os valores da marca são transmitidos diariamente através de sua identidade, embalagens e do próprio PDV - incluo como PDV a internet também, mas de uma maneira distinta.

O designer fica presente em todos esses projetos. Não cabe a ele apenas apresentar à gerência de marketing e esperar um positivo ou negativo, como se fosse César no Coliseu. Cabe a ele estar em contato direto com o profissional de marketing, pois este sabe o que será feito do futuro da empresa, e ambos podem, então, definir os passos seguintes do projeto.

Em meio a tudo isso, vê-se o designer tentando administrar marcas como se cria um filho. Por isso ele estuda marketing, por isso faz MBA em branding, por isso as empresas estão começando a valorizá-lo.

Encontre um designer que pense na sua empresa no futuro, que crie uma identidade e acompanhe seu crescimento de perto, e verás porque o design é o grande investimento das empresas mais inovadoras do mundo. São corporações que acreditaram e deram espaço ao designer. Falta agora seguir esse exemplo. [Webinsider]

quinta-feira, 14 de junho de 2007

A criação de identidade visual em etapas definidas


Na criação de uma identidade visual, a tarefa principal do designer é definir um conceito adequado à representação da marca, caracterizando a personalidade da empresa em um símbolo.

Identidade visual é uma representação gráfica da identidade corporativa, dos conceitos e valores da empresa. Pode parecer simples, mas a criação de uma identidade visual é um processo complicado onde há diversos fatores envolvidos, como a cultura da empresa, seu posicionamento no mercado, a imagem perante o público, objetivos, foco, missão, etc.

Entende-se que o processo criativo é gerado com base nas experiência vividas, conceitos absorvidos e imagens vistas.

Temos um fator importante chamado de saturação informativa, que é a dificuldade na criação original e na diferenciação da identidade em torno de um mercado saturado. Há muitas identidades boas, ruins, diferentes, criativas. É preciso um cuidado especial para que a sua criação se diferencie das já existentes no mercado.

O papel do designer

A principal tarefa do designer baseia-se em definir um conceito adequado à representação da marca, caracterizando toda a “personalidade” da empresa em um símbolo.

Além do conhecimento, experiência, ousadia e criatividade, o designer precisa buscar informações em casos que apenas deram certo e principalmente em casos de sucesso. É sempre bom estudar o repertório da concorrência, entendendo a identidade e o processo de sua elaboração. É importante entender o mercado de atuação da empresa e, consequentemente, criar algo inovador e diferenciado da concorrência, o que traz destaque e visibilidade para a marca.

Paralelamente é preciso tomar cuidado com os vícios culturais, ou seja, aquelas recomendações de que se siga um determinado modelo conhecido, testado e aceito. Estes vícios podem gerar um bloqueio à criatividade.

Colocando a mão na massa

Depois de entender os conceitos, é hora de pôr a mão na massa. Comece através de rascunhos, em papel mesmo. Comece a esboçar. Faça o máximo de modelos que a criatividade permitir, sempre lembrando dos conceitos acima descritos.

Não descarte idéias, mesmo que a princípio, pareçam sem graça ou valor. Lembre-se que elementos de identificação como o nome, logotipo e símbolo são componentes duráveis na identidade e muitas vezes sofrem atualizações apenas quando há transformações na realidade da empresa ou em sua imagem pública.

Após os rascunhos, redesenhe aqueles que lhe despertarem mais interesse em alguma ferramenta vetorial (Corel Draw, Adobe Illustrator, etc). Acerte os detalhes necessários e vamos para a próxima fase do processo.

Definição das cores da identidade

A cor ocupa um lugar de destaque na criação, já que a simples mudança de um tom pode mudar a percepção do observador em relação à forma, distância, peso, volume, movimento, etc. Faça um estudo dos efeitos que a cor provoca, há muito material de referência na web.

Ao escolher as cores, observe também como será a sua aplicação em materiais impressos, como folders, banners, brindes, etc. Recomendo que use uma palheta de cores CMYK (semelhante a esses catálogos de tinta) e veja como ficaria a versão impressa para que não ocorram grandes distorções entre o real e virtual.

A quantidade de cores utilizadas deve ser minuciosamente analisada em função de custos de impressão de materiais com muitas cores. Outro ponto relevante é que se deve prever a aplicação da identidade de forma monocromática. É importante que a ausência das cores não prejudique a leitura da identidade. O ideal é trabalhar no máximo com duas, três cores.
Ergonomia na identidade

Após a escolha da cor, vamos testar a ergonomia da identidade. Faça aplicação sobre diversos fundos, faça reduções, aplique em materiais fictícios, imprima, converta para monocromático, marca d´água. Após os testes, verifique se há problemas de leitura. Caso ocorram, deve ser feito um re-estudo da ergonomia da sua identidade.

Entende-se por ergonomia o estudo da interação Homem - Meio no que faz referência à percepção visual, legibilidade, inteligibilidade das informações, interfaces e aplicação das cores. É possível aplicar a ergonomia na criação da identidade visual buscando compreender a usabilidade das cores, traços e formas, tornando a identidade aplicável a qualquer material, seja impresso ou eletrônico.

Finalizando a identidade

Após todos os acertos necessários em relação à cor, ergonomia e formas você está pronto para apresentar a seu cliente a identidade visual. Após o aceite do projeto, veja a possibilidade de criação de um manual de uso da identidade visual, evitando assim que seja feita alguma utilização incorreta da marca.

Sua idéia vale o capital de risco?


Está mais fácil se aproximar de investidores interessados em uma idéia boa, rentável e que resolva um problema existente. Conheça as dicas e tire aquele antigo projeto da gaveta, porque a concorrência é grande.

Os excelentes resultados das empresas de tecnologia têm incentivado uma legião de investidores a apostar em idéias inovadoras, que tragam resultados rápidos e garantidos.

Do outro lado, temos outra legião de mentes brilhantes e frutíferas, que descarregam todos os dias idéias sensacionais, normalmente baseadas em necessidades próprias.

Podemos até afirmar que, diante de tantas dificuldades que enfrentamos, fica fácil criar bons produtos, sempre com base na máxima de que um novo produto deve, por conceito, resolver um problema existente… e no caso do Brasil, cheio de problemas existentes, parece ser prato cheio.

Essa é a base do perfil dos criativos brasileiros, apesar de alguns argumentarem sobre a “criação de problemas para justificar empreendimentos.”

Cito aqui uma frase que ouvi em 1996, ainda aplicável hoje: “a informática foi criada para resolver problemas que não tínhamos antes de ela existir.”

Estamos acompanhando uma enxurrada de start-ups, com espaço inclusive em grandes redes de comunicação, como a Business 2.0 Magazine, da CNN, despontando no mercado e marcando uma nova era comercial, talvez tão importante quanto a própria revolução industrial do século XVIII.
É um novo modelo de mercado, no qual cada idéia pode se tornar uma nova companhia, partindo do zero para os bilhões em poucos anos, sem tomar como exemplo o Google, Yahoo, Skype e várias outras mega empresas.

Para colocar em prática alguns projetos que desenvolvi no início deste ano, comecei a buscar investidores no Brasil e nos Estados Unidos. Minha surpresa não foi com a facilidade dos processos, pois esses continuam rigorosos, mas com a enorme quantidade de fundos de investimento de capital de risco que estão em busca de boas idéias para nelas aplicarem.

Essas empresas estão chegando ao ponto de ensinar a desenvolver planos de negócios, sumários executivos e, algumas, oferecem até assessoria desde o desenvolvimento do projeto à sua completa implantação.

Certamente, se a idéia não for rentável, nada se conseguirá, mas o fator de mudança de perfil do mercado é que esses investidores estão apostando alto em idéias, principalmente voltadas à tecnologia, agro negócios, biotecnologia e outros BIOs.

Para quem está em busca investimentos, vale enviar seus projetos para fundos como FIR Capital, Fundo Novarum, Confrapar, CRP Companhia de Participações, Angra Partners e tantos outros, que podem ser facilmente encontrados através de sites como o Pedeverba.

Enfim, as opções estão aumentando muito… basta um bom projeto e alguns minutos no Google. Por essas mudanças é que devemos, os criativos, buscar empreender cada vez mais, com maior certeza de resultados muita garra.

Então, se você tem algum projeto engavetado, mexa-se.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Novos canais de contato podem modificar o relacionamento com o cliente

Novos canais de contato podem modificar o relacionamento com o cliente

As empresas nunca tiveram tantas opções para entrar em contato com o cliente. Mas a escolha da melhor forma para se fazer isso não deve depender apenas de novas tecnologias, menor custo ou performance de mídia. Ela deve ser feita com base no uso eficiente da oportunidade junto ao cliente.

Uma pesquisa realizada pela Forrester Research mostra que 83% das 259 companhias pesquisadas usam e-mail marketing em mais de dois terços de suas ações para tentar elevar os resultados das campanhas. Analisando os novos canais de marketing, o estudo aponta que as relações sociais, as ações com RSS e anúncios em jogos de videogame chamarão mais a atenção - e dólares também - nos próximos cinco anos. Muitas empresas já estão testando esses canais, pois sabem que por meio deles será possível conhecer melhor grupos específicos de clientes.

Sempre tivemos a idéia de que a tecnologia não seria o direcionador do relacionamento com o cliente, mas apenas uma ferramenta. Agora, a tecnologia passou a ser o mecanismo de entrega de muitas ações de marketing, mais importante que nunca para o alcance de resultados e fortalecimento da relação com o cliente. "A cada dia mais e mais companhias aceitam a tecnologia como um dos fatores de sua estratégia de marketing", afirma Mark Taylor, diretor de Tecnologia da divisão de Relacionamento com o Cliente da agência de marketing direto Wunderman.

Segundo ele, os novos canais de contato com o cliente irão definir no futuro a qualidade do relacionamento do consumidor com a empresa - incluindo Internet e todas as ações de marketing que incentivem a interatividade com o consumidor. Qualquer item que permita o contato direto com o cliente merece atenção, seja um telefone celular ou uma iniciativa de marketing experimental.

Custo versus Valor

Com os novos canais de marketing, muitas companhias tendem a focar mais no custo que no valor das ações. Dependendo do público a ser atingido e do objetivo da empresa, o custo de uma ação por e-mail quase sempre será menor que o envio de uma carta pelo Correio, e banners serão sempre mais baratos que comerciais de TV.

Mas será o custo de um meio, medido por campanha ou cliente atingido, o fator ideal de tomada de decisão? Não, em nossa visão não. Escrevemos isso recentemente em nosso livro Retorno sobre Clientes.

Não importa quantas opções de mídia existem, e não importa o quão barato elas se tornem, sempre haverá um número de clientes e potenciais clientes que não terão paciência para ações de marketing. Por isso, não baseie sua decisão apenas em quanto você deve lucrar. Considere também a paciência do cliente, que deve ser bem utilizada.

"A interação com o consumidor por canais como e-mail pode ter um custo bastante baixo, mas o custo de oportunidade pode ser muito elevado", afirma o vice-presidente da empresa de pesquisas Loyalty Lab, Doug Bewsher. "Se você mede o resultado de suas campanhas apenas com base no retorno sobre investimento, pode perder a oportunidade de continuar interagindo com o cliente. O primeiro passo é entender que o custo de oportunidade está incluso no custo do consumidor, que considera o risco dele deixar de ser cliente. Há formas mais sofisticadas de abordagem para entender esses custos", diz Bewsher.

Medir o valor do ciclo de vida e o retorno sobre o cliente são apenas dois dos meios citados por Bewsher. As empresas precisam elaborar suas opções de marketing considerando como prioridade o valor das interações com os clientes. Pense sobre isso e provavelmente você desperdiçará menos oportunidades e criará mais valor para sua empresa.

Sua comunicação deve ser Revista

A informação é o ponto mais importante na tomada de decisão

A base para se tomar qualquer decisão em negócios (ou em qualquer área, na verdade) é o conhecimento. Em todas as situações, quer seja sobre um fornecedor, uma situação ou um grupo de clientes, o fato é que o conhecimento deve ser o fundamento sobre o qual as decisões são tomadas.

O objetivo aqui é munir você, com o conhecimento de um ponto extremamente importante na tomada de decisão de sua comunicação com o mercado.

Muito se fala sobre o CPM (Custo por Mil) que é obtido pela simples divisão do valor a ser empregado em uma determinada mídia (revista, jornal, rádio, TV) pela quantidade de pessoas atingidas por ela. Um passo mais à frente está o CPM-QI, pois, com o advento das mídias segmentadas, esse é um conceito de vital importância para que a verba publicitária seja investida diretamente com o seu consumidor potencial.

Conceito CPM-QI (Custo por mil que interessa)

As publicações constituem mídia obrigatória para todas as empresas que necessitam e/ou desejam se comunicar com determinados segmentos da sociedade. Cada vez mais segmentadas e dirigidas, representam importante e essencial instrumento profissional e cultural para o leitor.

Por esta razão, destaca-se a importância do conceito CPM-QI, pois é fundamental levar a notícia e a informação ao público interessado e envolvido amplamente com assunto.

Considerando-se o acima exposto, as publicações devem ser analisadas sob critérios diferenciados e profissionalizados, conforme seguem:

1-Aspectos Editoriais: As publicações normalmente contam com profissionais habilitados e conhecedores do assunto, comunicando-se com seus leitores na linguagem do seu público alvo. As informações, os artigos, as notícias e as mensagens publicitárias e institucionais são de interesse do público leitor.

2-Circulação: O editor organiza cadastros de circulação das suas publicações, que podem ser dirigidas utilizando sistemas criteriosos para atingir, da maneira mais rápida possível, todo o seu universo de leitores e, desta forma, maximizar a divulgação das informações.

As publicações, ao atingir seu público alvo em toda sua plenitude e sem dispersões, representam em termos práticos as seguintes vantagens:

a) Informação dirigida a quem interessa de fato;

b) Leitura e consulta das publicações em tempo superior, se comparado com as demais mídias;

c) Aumento substancial do índice de leitores da publicação x tiragem;

d) Número maior de leitores por exemplar;

e)Crescimento significativo do tempo médio de leitura;

f)Inúmeras publicações são consideradas como ferramentas de trabalho por atingirem seus leitores no local profissional.

Desta forma, o objetivo primordial do CPM-QI é demonstrar ao mercado publicitário critérios de análise que devem ser considerados para a real avaliação da importância das publicações.

Em resumo, o CPM-QI é resultante da análise comparativa entre o custo da publicidade, o efetivo mercado alvoatingido pela publicação e sua vida útil.
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